Com grandes autores vem grandes histórias!
- Bruno Lago
- 12 de nov. de 2018
- 2 min de leitura

Hoje, um pedaço da cultura nerd morre junto com Stan Lee, o mestre dos quadrinhos.
Um homem que mudou para sempre o jeito de contar histórias de super-heróis, não é para menos que ele se tornou a cara da Marvel Comics.
O que tornou Stan Lee tão especial, vocês me perguntam?
Ele teve a ideia de tornar os heróis mais humanos. Até então, os super-heróis eram tratados como deuses, perfeitos, defensores dos ideais americanos. Tudo mudou no dia em que a National Comics (antiga DC) decidiu criou a Liga da Justiça e o dono da Timely Comics pediu para o jovem Stan Lee criar uma superequipe para eles também. A principio a ideia do dono era formar uma equipe com os heróis que já existiam: Capitão América e o Tocha Humana original, mas a esposa de Stan Lee percebeu que ele não estava muito feliz com essa ideia e sugeriu que ele fizesse do jeito dele. Assim surgiria o Quarteto Fantástico, uma família de cientistas com seus defeitos e qualidades que por um acaso receberam super-poderes. Depois deles, veio um adolescente tipicamente nerd que não se dava bem com as mulheres e apanhava dos valentões: o Homem-Aranha. Assim, eles foi trazendo os heróis para perto de seus leitores quase que literalmente já que eles andavam em Nova York e não em uma cidade inventada como Gotham ou Metrópolis.
Uma outra coisa importante que Stan trouxe para suas histórias depois que passou a chefiar a revista foi a criação de uma linha do tempo, (até então cada revista era isolada e sempre voltava para o status quo na última página) onde o que acontecia em uma revista influenciava o que acontecia na outra revista, o que se refletiu muito bem nas telas com o Universo Cinematográfico da Marvel.
Por isso, se hoje nós ficamos felizes em ver um universo compartilhado nos cinemas tanto nos quadrinhos quanto no cinema, temos muito que agradecer a esse cara que sempre nos ensinará que grandes poderes trazem grandes responsabilidades.